utilizados os álcoois etílico e isopropílico. São bactericidas rápidos, eliminando também o bacilo da tuberculose, os fungos e os vírus, não agindo, porém, contra os esporos bacterianos.
Sua concentração ótima dá-se entre 60 e 90% por volume, sua atividade caindo muito com concentração abaixo de 50%. Sua s propriedade s são a t r ibuída s ao f a to de c aus a r em desnaturação das proteínas quando na presença de água.
Observa-se também ação bacteriostática pela inibição da produção de metabólitos essenciais para a divisão celular rápida. São usados como desinfetante de alto nível para alguns materiais semicríticos e para os não críticos. Não se prestamà esterilização, por não apresentarem atividade contra esporosbacterianos. Os álcoois não devem ser usados em materiais constituídos de borracha e certos tipos de plásticos, podendo
danificá-los. Evaporam rapidamente, dificultando exposição p r o l o n g a d a , a n ã o s e r p o r ime r s ã o d o ma t e r i a l a s e r desinfetado. Compostos biclorados Geralmente usam-se os hipocloritos, de sódio ou cálcio, a p r e s e n t a n d o e s t e s a m p l o e s p e c t r o d e a t i v i d a d e
antimicrobiana, com baixo custo e ação rápida. São fatores q u e l e v am à s u a d e c omp o s i ç ã o , i n t e r f e r i n d o em s u a s propriedades, temperatura, concentração, presença de luz e
pH. Acredita-se que estes produtos agem por inibição de algumas reações enzimáticas-chave dentro das células, por desnaturação de proteína e por inativação do ácido nucléico.
São ativos contra bacilo da tuberculose, vírus e fungos. São geralmente usados para desinfecção de materiais não críticos.
Formaldeído
É usado como desinfetante ou esterilizante nas formas gasosa
ou líquida. É comumente encontrado como formalina, sendo
esta sua diluição aquosa a 37%. A formalina é bactericida
potente, fungicida, agindo também contra vírus, bacilos da
tuberculose e esporos bacterianos. Tem seu uso limitado por
s e t r a t a r de compos to c anc e r ígeno. Age a l c a l ini z ando
determinados grupos das proteínas e das purinas.
Peróxido de hidrogênio
0 composto é bactericida, esporicida, fungicida, eliminando
também os vírus. Agem produzindo radicais hidroxila livres
que atacam a membrana lipídica, o ácido desoxirribonucléico
e outros componentes essenciais à vida da célula. É usado
como desinfetante em concentração de 3%, para superfícies
não orgânicas. Não é usado como esterilizador, por ter
atividade inferior à do glutaraldeído.
Compostos iodados
É um combinado de iodo e um agente solubilizante, ou
c a r r e a d o r. 0 e x e m p l o d e s o l u ç ã o m a i s u s a d a é a
polivinilpirrolidona iodada, que mantém as propriedades
desinfetantes do iodo sem características tóxicas ou irritantes.
0 c o m p o s t o i o d a d o p e n e t r a a p a r e d e c e l u l a r d o s
microorganismos, rompendo a estrutura e a síntese das
proteínas e do ácido nucléico. É bactericida e virucida, mas
necessita de contato prolongado para eliminar o bacilo da
tuberculose e os esporos bacterianos. Usado como anti-séptico
e como desinfetante de frascos para cultura de sangue, tanques
de hidroterapia, termômetros e endoscópios. Não é adequado
para desinfecção de superfícies.
Glutaraldeídos
Dialdeído saturado, é largamente aceito como desinfetante
de alto nível e quimioesterilizador. Sua solução aquosa
necessita de pH alcalino para eliminar esporos bacterianos.
Age alterando os ácidos desoxirribonucléico e ribonucléico,
bem como a síntese protéica dos microorganismos. É mais
comumente usado como desinfetante de alto nível para
equipamento médico, como endoscópios, transdutores,
equipamento de anestesia e de terapia respiratória e de
hemodiálise.
Fenóis
Em a l t a s conc ent r a çõe s , os f enói s agem como veneno
protoplasmático , penetrando e rompendo a parede celular
por precipitação de proteínas. Em baixas concentrações, causa
mor t e c e lul a r por ina t iva ç ão dos s i s t ema s enz imá t i cos
essenciais à manutenção da integridade da parede celular.
São usados para desinfecção do ambiente hospitalar, incluindo
superfícies de laboratórios e artigos médico-cirúrgicos não
críticos.
Compostos quaternários de amônia
São bons agentes de limpeza, porém são inativados por mate-
rial orgânico (como gase, algodão e outros), não sendo mais
usados como desinfetantes ou anti-sépticos. Cada um dos
diferentes compostos quaternários de amônia tem sua própria
ação antimicrobiana, atribuída à inativação de enzimas
produtoras de energia, desnaturando proteínas essenciais das
células e rompendo a membrana celular. São recomendados
para sanitarização do meio hospitalar, como superfícies não
críticas, chão, móveis e paredes.
Radiação UV
Radiação UV (240 a 280nm) pode inativar microorganismos,
e s t a n d o e m p r o c e s s o d e i n v e s t i g a ç ã o q u a n t o à s u a
aplicabilidade em salas de cirurgia e em infecções de feridas
em período pós-operatório.
Pasteurização
A proposta da pasteurização é destruir os microorganismos
patogênicos, sem, no entanto, eliminar os esporos bacterianos.
É uma alternativa para a desinfecção de equipamento de
terapia respiratória e de anestesia, sendo porém menos
eficiente que a desinfecção por agentes químicos.
ESTERILIZAÇÃO
Esterilização por vapor
0 vapor quente sob pressão é o método mais usado para
esterilização de materiais médico-hospitalares do tipo crítico.
É não tóxico, de baixo custo e esporicida. Por esses motivos,
deve ser usado para todos os itens que não sejam sensíveis ao
calor e à umidade. 0 calor úmido destrói os microorganismosRadiação ionizante
Método extremamente caro de esterilização, tendo sido usadoACTA ORTOP BRAS 2(4) - OUT/DEZ,
1994
Desinfecção e esterilização
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para tecidos destinados a transplantes, drogas, etc. Para outros
artigos, perde para o óxido de etileno, justamente devido a
seu custo.
Químicos líquidos
Há várias substâncias químicas que se prestam à esterilização
quando aplicadas por período de seis a dez horas. São
recomendadas somente para aqueles materiais que não podem
ser esterilizados por calor ou óxido de etileno.
Filtração
É usada para remover bactérias de fluidos farmacêuticos
termolábeis que não podem ser esterilizados de outra forma.
Ondas curtas
Tem-se mostrado eficaz para inativar culturas bacterianas,
vírus e alguns esporos bacterianos. Deve passar por melhor
avaliação para seu uso hospitalar.
por coagulação e desnaturação irreversíveis de suas enzimas
e proteínas estruturais. Este tipo de processo é realizado em
autoclaves.
Óxido de etileno
É quase que exclusivamente utilizado para esterilização de
equipamento que não pode ser autoclavado. A efetividade do
processo depende da concentração do gás, da temperatura, da
umidade e do tempo de exposição. Age por alcalinização de
proteínas, DNA e RNA. As desvantagens para sua aplicação
são o tempo necessário para efetivar o processo, o custo
ope r a c iona l e os pos s íve i s r i s cos aos pa c i ent e s e aos
profissionais envolvidos. Apresenta potencial carcinogênico
e mutagênico, genotoxicidade, podendo alterar sistema
reprodutor e nervoso e, ainda, causar sensibilização aos
p r o f i s s i o n a i s e n v o l v i d o s n o p r o c e s s o , d e v e n d o h a v e r
supervisão médica constante nos mesmos.
Esterilização por calor seco
Este método é reservado somente aos materiais sensíveis ao
calor úmido. Guarda suas vantagens na capacidade de
penetração do calor e na não corrosão dos metais e dos
instrumentos cortantes, sendo porém método que exige tempo
de exposição para alcançar seus objetivos, por oxidação dos
componentes celulares.
Radiação ionizante
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