7º CASO
Descrição do acidente
A equipe recebeu solicitação de atendimento para realizar ligação nova em condomínio residencial, um dos eletricistas apoiou a escada na coluna de concreto, subiu até o topo da coluna, amarrou-se com talabarte e no momento em que se posicionava na escada para iniciar o trabalho, a coluna de concreto
quebrou na base, o que fez com que o eletricista também caísse no solo.
O eletricista sofreu traumatismo craniano, mas sobreviveu.
Causas imediatas
Não efetuou o teste de tração na coluna antes de subir para efetuar a ligação.
Causas básicas
Coluna construída em desacordo com o padrão;
Falha de supervisão (permitir que o eletricista suba sem efetuar o teste de tração na coluna).
Acidentes Transmissão
1º CASO
Descrição do acidente
A equipe de manutenção de Linhas de Transmissão efetuava a substituição de cruzetas em regime de linha desenergizada, em uma estrutura, 69 kV. Em dado momento houve a quebra do topo do poste de concreto fazendo com que os cabos viessem a tocar na Rede Primária da Distribuição, em cruzamento logo
abaixo, levando 3 eletricistas a sofrerem choque elétrico.
Causas imediatas
Realizar manutenção (em regime de linha morta) acima de estrutura energizada, sem as devidas proteções;
Não “bloquear” o religamento da rede logo abaixo;
Quebra da ponta do poste.
Causas básicas
Falta de isolamento ou desenergização da rede de distribuição na área de possível contato com a linha de transmissão;
Estrutura comprometida, internamente, pelo tempo. 220 - COMISSÃO TRIPARTITE PERMANENTE DE NEGOCIAÇÃO DO SETOR ELETRICO NO ESTADO DE SP
2º CASO
Descrição do incidente
A equipe de Linhas de Transmissão realizava serviço de substituição de discos de porcelana da coluna do braço da chave seccionadora da SE. A atividade consistia na substituição dos isoladores de discos, onde teriam que ser retirados através de contato físico, ou seja, com as próprias mãos, não sendo permitida a utilização de nenhum caminhão guindaste para auxílio e nem andaimes isolados, os serviços seriam realizados em regime de linha energizada conforme solicitado pela equipe de
manutenção através do pedido inicial, porém os mesmos foram realizados em regime de linha morta, quando os trabalhos foram interrompidos por um Técnico de Segurança (Obs.: Um dos pólos da seccionadora estava energizado).
Causas imediatas
Falha de procedimento na execução da tarefa (linha desenergizada);
Falha na análise da operação;
Descumprimento da norma interna.
Causas básicas
Dúbia interpretação pelo técnico operacional responsável do termo regime de linha “energizada”, pois entendeu que esta tarefa poderia ser realizada em regime de rede desenergizada (linha morta) com um lado energizado e
outro desenergizado, uma vez que trabalharia em regime de linha morta do
lado desenergizado;
Falha no planejamento e na emissão do pedido e autorização;
Falha na liberação do serviço (Operação);
Desconhecimento dos procedimentos da tarefa, em relação as atividades que podem ser realizados pelas equipes de linha viva.
3º CASO
Descrição do acidente
Uma calculadora foi esquecida em uma banca de capacitor da SE, o operador da SE é solicitado para pegá-la. Existia um cercado para acesso, onde que para entrar, necessitaria da chave 02. (Existiam duas chaves -interlock não separáveis).
Para pegar a chave do cadeado do cercado o operador deveria desligar a banca com a chave 01, retirá-la junto com a chave 02, mas o padrão estava alterado (chave 02 com argola removível). Operador retirou a chave 02 sem desligar a banca. Abriu o cadeado do cercado e foi em direção da calculadora, que estava
em cima da banca, com aproximadamente 40 kV de carga. Recebeu descarga elétrica, ocorrendo queimaduras de 3° o acidentado veio a falecer após 5 dias.
Causas imediatas
Descumprimento de normas e procedimentos;
Falta de comunicação do operador com o Centro de Operação;
Falha na interpretação do risco.
Causas básicas
Irregularidade no jogo de chaves (deveria ser impossível abrir o cadeado sem desligar a banca de capacitores);
Anomalia não comunicada para o Centro de Operação
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